A cidade que você jurou proteger se corrompe. Os outros que fizeram o mesmo juramento caíram em tentação. Justiça com as próprias mãos é sua única opção.
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A Sega foi criada em 1951 por americanos que resolveram levar as máquinas caça-níquel, na época proibidas nos EUA para o Japão. De lá para cá, entre rivalidades e troca de mascotes se tornou um dos maiores nomes da indústria de games.
Um dos inúmeros sucessos da Sega foi Streets of Rage, um beat ‘em up exclusivo da Mega Drive numa época em que esse gênero era comumente concebido para os arcades e às vezes recebia um port caseiro.
concepção
Final Fight foi um grande sucesso da Capcom nos fliperamas em 1989. No ano seguinte, uma versão para o Super Nintendo impressionou pela alta qualidade, apesar de ainda não chegar ao original.
A Sega não quis ficar para trás e iniciou o projeto de um beat ‘em up agradável tanto na jogabilidade quanto na estética, usando tudo o que seu console de 16 bits podia oferecer.
Daí nasceu Streets of Rage. Com um tema policial urbano mais puxado para o submundo do que Final Fight, cumpriu a missão de satisfazer a vontade dos donos do Mega de ter um bom beat em casa.
Houveram duas continuações, ainda no Mega Drive e várias tentativas mal-sucedidas de reviver a série posteriormente. Um grupo de fãs faz um quarto jogo não licenciado.
Enredo
Uma grande cidade metropolitana se vê à mercê de um grupo criminoso que dominou as ruas, a polícia e o governo. Alguns policiais entregam seus distintivos para não fazer parte da corrupção e decidem arriscar tudo para acabar com esse mal.
Axel Stone, Adam Hunter e Blaze Fielding são três dos novos justiceiros. Jovens demais para ter grande experiência na polícia, não sofreram a desilusão que todo o policial uma hora sofre ao descobrir que não pode mudar o mundo sozinho. Assim, nada os detém em sua jornada até o chefão da máfia.
Mas qualquer mancha em sua determinação pode ser fatal. Uma tentação pode fazer com que eles lutem entre si até que só um saia vivo…
o jogo
Streets of Rage é um jogo fluido e agradável em todas as áreas. Os movimentos são à primeira vista simples, com pulo, um botão de ataque e um especial, mas várias armas coletáveis e principalmente a interação cooperativa aprofundam o gameplay.
As funções básicas são o bastante para jogar até o fim de forma divertida, mas dominar movimentos avançados, como imobilizar o oponente ou lançar o outro jogador pelo ar garantem a estratégia necessária para o modo difícil.
Os cenários icônicos remetem à atividade noturna de uma cidade grande. De subúrbios a fábricas, de praia a navio, os ambientes variam bastante de fase para fase, mas sempre muito detalhados.
Buracos no chão e outros elementos do cenário podem ser usados a favor ou contra os jogadores. Itens como vida extra, encher a barra de energia ou especial extra são distribuídos de forma coerente e comedida.
música
Yuzo Koshiro começou sua carreira como compositor de jogos aos 18 anos, trabalhando para a empresa Nihon Falcom. Lá compôs para séries de RPG como Ys e Dragon Slayer.
Mais tarde fez trabalhos freelance para a Sega e outras empresas e nesta época foi escalado para Streets of Rage.
Koshiro é considerado um dos maiores compositores de jogos da história, e a sérieStreets or Rage uma de suas melhores.
Usando elementos de trance, eletrônica entre outros, a trilha sonora foi lançada em um álbum em vinil com 24 faixas, incluindo arranjos novos.
Em 2002 Koshiro remixou a trilha para um show ao vivo. Os remixes focaram conhecidos como DJ Set.
justiça seja feita
Streets of Rage é um jogo cativante. Sua beleza, fluidez, simplicidade e profundidade não param de surpreender na primeira vez que se completa o jogo.
A cooperação entre os jogadores é algo pouco trabalhado em um jogo desse gênero e merece ser aproveitada ao máximo.
Este jogo fez a cabeça de praticamente qualquer um que já tenha tocado em um Mega Drive. Se você ainda não jogou, pare tudo o que está fazendo, até respirar e vá jogar agora!
Curtiu? Relembrou? Tem alguma história com este jogo? Fala pra gente, vai que vira elemento na mesa de alguém em algum lugar? Até a próxima!